Verbo
Verbo

VERBO 2012

8a edição


VERBO 2012
Performance Art
8a edição / Programa I
Galeria Vermelho

A mostra de performance arte VERBO, projeto sem fins lucrativos cujo objetivo é promover a apresentação de ações, discussões e publicações ligadas à arte da performance, mudou. Ao invés de durar uma semana em julho, como ocorria desde 2005, ela passa a acontecer em datas específicas na agenda de exposições da Vermelho.

No próximo dia 19 de junho, os artistas Maurício Ianês, Lot Meijers, Guilherme Peters, Ana Montenegro & Maurizio Mancioli e Mariana Sucupira & Maristela Estrela apresentarão ações a partir das 17h.
Criada em 2005, a VERBO buscou preencher uma lacuna na programação de artes visuais na cidade de São Paulo, ao criar um festival anual de performance arte que incluía oficinas, palestras e workshops. Além disso, artistas como Cris Bierrenbach, Lia Chaia, Marcelo Cidade, Marilá Dardot, Maurício Ianês, André Komatsu ou Marco Paulo Rolla, representados pela galeria na época, utilizavam a performance livremente como suportes de seus trabalhos. Por isso, foi fundamental para a Vermelho criar um espaço de ação para que esses artistas e outros tantos pudessem se encontrar e apresentar suas criações nessa área.

Após sete edições, a VERBO se consolidou no calendário de eventos culturais de SP reunindo anualmente artistas de quatro continentes que contribuíram para seu estabelecimento como um terreno de encontro e de troca. Contudo, desde 2005, tudo mudou no campo da performance arte no Brasil. Hoje existem festivais e plataformas espalhadas por todo o país e público que já não estranha a contundência dessas ações. Existem bienais dedicadas exclusivamente à performance, e museus que repensam seus critérios de conservação e de acervo para ações efêmeras, criando programas exclusivos para a performance e programando exposições e retrospectivas pelo mundo.

Como idealizadores da VERBO, não nos parece mais eficiente, nesse momento, separar ações do campo da performance arte em momentos pontuais. O formato de festival, portanto, parece já ter cumprido sua função.

Por isso, a partir de 2012, a VERBO se transforma numa plataforma de ações que serão inseridas na agenda anual de exposições da Vermelho. A cada mês, um novo conjunto de ações será programado sempre em parceria com instituições e curadores diversos.

Assim, a oitava edição da VERBO, que ocorrerá entre junho de 2012 e maio de 2013, contará com dez programas distintos, que ocorrerão sempre às terças, em todos os espaços da Vermelho. O Programa I será apresentado no dia 19 de junho, a partir das 17hs, com ações de artistas que já participaram de edições anteriores da VERBO.

Mauricio Ianês apresentará, a partir das 17h, sua mais nova ação, ainda inédita no Brasil. notNo participou da segunda edição do Forum of Live Art Amsterdam – FLAM, na Holanda, em abril de 2012. Na ação, Ianês propõe uma troca de experiências com o observador. Sobre uma mesa, Ianês disponibiliza uma série de utensílios e ferramentas ligadas à escrita. Como num jogo de contato e improvisação, o observador poderá responder, sem o uso da linguagem, aos estímulos propostos pelo artista e vice-versa. notNo dá continuidade à pesquisa mais recente de Ianês permeada pela linguagem e suas formas de escrita.

Premiada com o programa de residências da Casa Lutetia e da Fundação Mondriaan, a holandesa Lot Meijers, que participou da VERBO 2011 com The Dinner, reside atualmente em São Paulo. A artista participa do Programa I da VERBO 2012 com A Short Play for Two Photographers and a Cameraman da série Horizontal Eccentricity. A ação é uma proposição criada para dois fotógrafos e um videomaker cujo foco se concentra na relação entre observador e ação. Em A Short Play for Two Photographers and a Cameraman, o momento da percepção é o momento em que se dá a criação da obra.

Ana Montenegro e Maurizio Mancioli apresentam Os Amantes. Mais uma vez, o corpo é alvo da violência e do conflito que caracteriza grande parte das relações. Entretanto, diferente de proposições anteriores, nas quais o corpo nu de Montenegro agia solitário com movimentos quase que imperceptíveis, a nova ação conta com um segundo intérprete/criador. Esse segundo corpo surge como algoz e Montenegro o objeto do sacrifício.

Guilherme Peters, que na VERBO 2009 apresentou Tentativa de Evocar o Espírito de Joseph Beuys ao redor deste espaço, uma ação bem humorada acerca da influência da obra de Joseph Beuys na arte atual, participa com Bail 2. Na ação, Peters tenta, usando um skate, derrubar imagens relacionadas com a história da arte.

O que você faz quando a sensação é estar fora do lugar? Quando seu corpo parece não ter cabimento? A partir dessas questões Mariana Sucupira e Maristela Estrela criaram Descabido. Na ação, a dupla usa uma estante como plataforma, tentando, nos nichos das prateleiras, moldar seus corpos como quadros de cinema. A performance revela um corpo em constante conflito com o espaço, criando uma dimensão pretensamente não gravitacional.

[english]

VERBO 2012
Performance art
8th edition / Program I
Galeria Vermelho
June 19, 2012

The exhibition of performance art VERBO, a not-for-profit project aimed at fostering the presentation of actions, discussions and publications linked to performance art, has changed. Instead of lasting one week in July, as it did since 2005, it is now taking place on specific dates in the exhibition schedule of Galeria Vermelho.

Next June 19, the artists Maurício Ianês, Lot Meijers, Guilherme Peters, and the duos Ana Montenegro & Maurizio Mancioli and Mariana Sucupira & Maristela Estrela will present actions from 5 p.m. onward (times below).

VERBO was created in 2005 with the aim of filling a gap in the city of São Paulo’s visual arts programming through the creation of an annual festival of performance that includes presentations, lectures and workshops. Moreover, artists such as Cris Bierrenbach, Lia Chaia, Marcelo Cidade, Marilá Dardot, Maurício Ianês, André Komatsu or Marco Paulo Rolla, represented by the gallery at that time, used performance freely as supports in their works. For this reason, it was fundamental for Vermelho to create a space of action that would allow these artists and others to come together and present their creations in this area.

After seven editions, VERBO has consolidated its position on the calendar of cultural events in São Paulo, each year bringing together artists from four continents who have contributed toward confirming it as a terrain of encounter and exchange. Since 2005, however, everything has changed in the performance art field in Brazil. Today there are festivals and platforms scattered throughout the country, and the public is no longer surprised by the intensity of these actions. There are biennials dedicated exclusively to performance art, and museums that are rethinking their criteria in regard to collecting and conserving ephemeral actions, creating exclusive programs for performance art, and scheduling exhibitions and retrospectives around the world. The artists who have participated in VERBO have contributed toward changing this scenario.

As conceivers of VERBO, it no longer seems effective to us, at this moment, to bundle the offering of performance art into a single annual date. The festival's original format, therefore, seems to have fulfilled its function.

For this reason, starting in 2012, VERBO has been transformed into a platform of actions that will be inserted in Vermelho's annual schedule of exhibitions. Each month, a new set of actions will be programmed, always in partnership with various institutions and curators.

Thus, the eighth edition of VERBO, which will take place from June 2012 to May 2013, will have ten distinct programs, each of which will take place on a Tuesday, in all of the spaces at Vermelho.

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VERBO 2012-2013
8a edição / Programa II
Galeria Vermelho
24 de julho, de 2012

A Vermelho apresenta, no dia 24 de julho, o programa #2 da mostra de performance arte VERBO 2012-2013, que conta com ações dos artistas holandeses Dirk Jan Jager & Paul Galzier, Edward Janssen, Lot Meijers, Ieke Trinks, da dupla Vincent Riebeek & Michele Rizzo, e da brasileira radicada em Amsterdam Rose Akras. Na data será lançado o # 3 da Revista Tijuana que conta com trabalhos do grupo Fratura, Lot Meijers, Keila Alaver, Cesar Trinca e Guilherme Peters.

Criada por Dirk Jan Jager, que participou da edição de 2010 da VERBO, em parceria com o músico Paul Galzier, “Leviatã” é uma ação composta por gestos aparentemente simples: preso a uma corda, Jager repete indefinidamente movimentos de ascensão e descensão, enquanto Galzier transforma e repercute, em tempo real, o som dos batimentos cardíacos do performer. O Leviatã de Jager e Galzier pretende envolver o público criando uma atmosfera ritualística que aproxima a figura do performer a da figura aquática retirada da versão mitológica.

Em “The Visual Evidence of Hours of Common Labor”, Edward Janssen sugere um rompimento com o espaço bidimensional repetindo incessantemente movimentos circulares com uma lixa sobre uma mesa de madeira. O som é um elemento importante neste trabalho. Ele dá à obra um tom minimalista e transcendental: o buraco criado por Janssen na ação sugere uma abertura para um espaço imaginário e desconhecido.

Ieke Trinks, por sua vez, cria suas obras a partir de rotinas diárias separando coisas e ações em componentes básicos e distintos como forma de compreender a cadeia causal dos fatos do cotidiano. Suas ações misturam som, movimento, objetos e texto, de forma a criar dúvidas e, em decorrência, impasses entre a ação e o observador, que impedem que o sentido de uma proposição seja determinado em sua integralidade. A artista, que integra o coletivo TRICKSTER, em Rotterdam [Holanda], participa da VERBO com a ação “Multiple (un)related causes #6”.

Para a dupla Vincent Riebeek & Michele Rizzo, a morte é um dos mais fortes espetáculos que a natureza tem a oferecer. “Dust”, ação proposta pela dupla para a VERBO, pretende questionar as formas de compreensão da vida, do amor, da arte e do sexo. A ação apresenta uma compilação de movimentos relacionados com a noção de impermanência universal e a constante compreensão da mutação e transformação do nosso entorno. Ambos os artistas são formados na School of New Dance de Amsterdam, e fundem, em “Dust”, trajetórias distintas que surgem na obra em situações oníricas e por vezes absurdas.

“This text will be performed” foi o título escolhido por Lot Meijers para a ação e também para a publicação que integra a revista Tijuana #3, que será lançada na data do evento. Projeto criado pela artista durante seu período de residência em São Paulo, “This text will be performed” aborda a eminência do futuro e a qualidade efêmera do momento presente.

Rose Akras, artista que já participou de edições anteriores da VERBO, apresenta “Movement with a rest product II : space (3)”. A ação é o resultado das pesquisas de Akras acerca do espaço a partir de conceitos retirados da geometria Euclidiana.

O lançamento da Revista Tijuana # 3 completa o programa da VERBO, inclui projetos criados pelo grupo Fratura, Lot Meijers, Keila Alaver, Cesar Trinca e Guilherme Peters para o suporte papel. Como nos dois números anteriores, a revista apresenta questões ligadas à arte impressa, sempre com edição de 40 exemplares, disponíveis para a venda no Tijuana.

[English]

On July 24, Galeria Vermelho is presenting program #2 of the VERBO 2012–2013 performance art show, featuring actions by Dutch artists Dirk Jan Jager & Paul Glazier, Edward Janssen and Ieke Trinks, the artist duo Vincent Riebeek & Michele Rizzo, and the Brazilian residing in Amsterdam Rose Akras. On the same day, issue #3 of Revista Tijuana will be released, featuring works by the Fratura group, Lot Meijers, Keila Alaver, Cesar Trinca and Guilherme Peters.

Created by Dirk Jan Jager, who participated in the 2010 edition of VERBO, in partnership with musician Paul Glazier, Leviatã [Leviathan] is an action composed of apparently simple gestures: tied to a rope, Jager repeats movements of ascent and descent ad infinitum, while Glazier transforms the performer’s heartbeat and plays it over a sound system in real time. Jager and Glazier’s Leviatã aims to involve the public, creating a ritualistic atmosphere that approximates the performer’s figure to that of the mythological beast.

In The Visual Evidence of Hours of Common Labor, Edward Janssen suggests a breaking away from bidimensional space by ceaselessly repeating circular movements with a piece of sandpaper on a wooden table. Sound is an important element in this work. It lends the work a minimalist and transcendental tone: the hole created by Janssen in the action suggests an opening to an imaginary and unknown space.

For her part, Ieke Trinks creates artworks based on daily routines, separating things and actions into basic and distinct components as a way of understanding the causal chain of everyday events. Her actions blend sound, movement, objects and text in such a way as to create doubts and, in consequence, impasses between the action and the observer, which prevents the meaning of a proposition from being wholly determined. The artist, who is a member of the artists’ collective TRICKSTER, in Rotterdam, Holland, is participating at VERBO with the action Multiple (Un)Related Causes #6.

For the artist duo Vincent Riebeek & Michele Rizzo, death is one of the most powerful spectacles that nature has to offer. Dust, an action proposed by the duo for VERBO, intends to question the ways of comprehending life, love, art and sex. The action presents a compilation of movements related with the notion of universal impermanence and the constant comprehension of the mutation and transformation of our surroundings. Both of the artists were trained at the School of New Dance of Amsterdam, and in Dust they establish distinct paths that arise in the work in dreamlike and sometimes absurd situations.

This Text Will Be Performed was the title chosen by Lot Meijers for the action and also for the publication that is included in issue #3 of Revista Tijuana, which will be released on the day of the event. A project created by the artist

during the period of her residence in São Paulo, This Text Will Be Performed deals with the eminence of the future and the ephemeral quality of the present moment.

Rose Akras, an artist who has already participated in previous editions of VERBO, presents Movement with a Rest Product II: Space (3). The action is the result of Akras’s research concerning space based on concepts taken from Euclidean geometry.

The release of Revista Tijuana # 2 caps off VERBO’s program, and features projects created for a paper support by the Fratura group, Lot Meijers, Keila Alaver, Cesar Trinca and Guilherme Peter. As in the previous issues, the magazine presents questions linked to printed art, always with the edition of 40 copies, available for sale at Tijuana.

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VERBO 2012-2013 8a edição / Programa III
Galeria Vermelho
02 de OUTUBRO 2012 20 – 23H

A Vermelho apresenta, no dia 02 de outubro, o programa III da mostra de performance arte VERBO 2012. Com curadoria da brasileira radicada em Copenhague, Julia Rodrigues, o programa conta com ações de Lilibeth Cuenca Rasmussen (Dinamarca), Vivian Caccuri (Brasil), do trio AlanSteffenRobert (Dinamarca), do grupo A Kassen (Dinamarca), de Hannah Heilmann (Dinamarca) e Julien Bismuth (França).

O conceito que norteia o programa III da Verbo 2012 tem seu foco na questão do Mise-en-scene. O interesse surgiu ao identificar a prática de performances “artificiais” entre artistas contemporâneos. Artificiais pois são ações que seguem um roteiro, fazem uso de signos e de representações. Elas diferem das ações criadas nos anos 1960 e 1970 onde os artistas buscavam práticas reais e não-encenadas. Tal procedimento abre na arte espaços antes inadvertidos na rede representacional (circunscritas anteriormente apenas no campo do teatro). Essas performances problematizam suas próprias categorizações, situando a especulação teórica dentro da dinâmica espaço/ator/espectador.

A artista dinamarquesa Lilibeth Cuenca Rasmussen, que participou da VERBO 2010, apresentará The Instrumental Man (2012). Na ação, Rasmussen encarna o drama do homem atual, cujo papel, segundo a artista, foi suprimido como resultado das aquisições adquiridas pelo movimento feminista na luta por direitos equiparados. Ao se transvestir de homem, Rasmussen constrói e desconstrói identidades numa discussão sobre gênero sob uma nova perspectiva. A ação conta com cinco músicos além da própria artista.

Golden Hour (2012), performance de Vivian Caccuri, simula o prolongamento do tempo por meio de um roteiro com regras pré-estabelecidas pela artista. Na performance, cinco atores recitam um texto cujas palavras foram separadas em sílabas. As sílabas são pronunciadas em sequencia por cada um dos cinco atores, criando falas não-convencionais, alongadas.

Alan Steffen Robert, trio integrado pelos artistas Allan Nicolaisen, Steffen Jørgensen e Robert Kjær Clausen, apresenta os filmes Easy Beige (2010), que narra a história de três arqueólogos que trabalham intensamente à procura de itens abstratos, e Suicide Monkeys (2012), que documenta um jantar entre amigos permeado por situações surreais e questões existencialistas.

O grupo A Kassen, integrado por Christian Bretton-Meyer, Morten Steen Hebsgaard, Søren Petersen e Tommy Petersen, apresenta Drip, uma mescla entre performance, instalação e escultura. O grupo faz uso em suas obras de ironia, surpresa e discreta modificação de objetos do cotidiano como ferramenta para questionar situações estabelecidas.

A artista dinamarquesa Hannah Heilmann apresenta a instalação performatica It wasn’t like that, it was like this e The Shower performance em-progresso sobre gênero, onde a artista convoca homens de todas idades a realizar um skype meeting enquanto eles tomam banho.

O artista francês Julien Bismuth, atualmente em residência no Capacete do Rio de Janeiro, fará uso de textos e projeção de imagens para lidar com a questão da narrativa no campo da performance.

Julia Rodrigues é curadora independente brasileira, radicada em Copenhague. Realizou mostras como Facetime (OnStellarRays, Nova York, 2012), Worng (IMO, Copenhague 2011), MASH UP (Auckland, NZ, 2010). Contribuiu com ensaios para revistas internacionais como GlobAL, EXIT Express, Fotosite, Art.es.

[english]

VERBO 2012–2013 8th edition / Program III
Galeria Vermelho
October 2, 2012, from 8 pm. to 11 p.m.

On October 2, Galeria Vermelho is presenting program III of the VERBO 2012–2013 performance art show. Curated by Julia Rodrigues, a Brazilian who lives in Copenhagen, the program features actions by Lilibeth Cuenca Rasmussen (Denmark), Vivian Caccuri (Brazil), the trio AlanSteffenRobert (Denmark), the A Kassen group (Denmark), Hannah Heilmann (Denmark) and Julien Bismuth (France).

The concept that guides Program III of Verbo 2012 is focused on the theatrical question of the mise en scène. This interest arose from the identification of the practice of “artificial” performances among contemporary artists. Such performances are artificial insofar as they rely on a script and make use of signs and representations, in contrast to the first performance art actions in the 1960s and ’70s, which avoided representation, seeking real and unrehearsed practices. These new performances open representational spaces in art which were previously restricted only to the field of theater, problematizing its own categorizations and situating the theoretical speculation within the space/actor/spectator dynamics.

Danish artist Lilibeth Cuenca Rasmussen, who participated in VERBO 2010, will present The Instrumental Man (2012). In this action, Rasmussen embodies the drama of the current man, whose role, according to the artist, was suppressed as a result of the acquisitions achieved by the feminist movement in the struggle for equal rights. By cross-dressing herself in male garb, Rasmussen constructs and deconstructs identities in a discussion on gender under a new perspective. Besides the artist herself, the action involves five musicians.

Golden Hour (2012), a performance by Vivian Caccuri, simulates a time-streching as a result of a recital guided by rules defined by the artist. On the performance five actors recite a text, dividing it by syllables. The syllables are pronounced successively by each of five persons resulting in a streched incomprehensible sound.

Alan Steffen Robert, a trio consisting of the artists Allan Nicolaisen, Steffen Jørgensen and Robert Kjær Clausen, is presenting the films Easy Beige (2010), which narrates the story of three archaeologists who work intensely in the search of abstract items, and Suicide Monkeys (2012) which features surreal dialogues with various existentialist questions.

The danish group A Kassen (Christian Bretton-Meyer, Morten Steen Hebsgaard, Søren Petersen and Tommy Petersen) is presenting Drip, an outcast of performance, installation and sculpture. The group currently makes use of humor, discrete and subtle modifications as a tool to challenge established situations.

Danish artist Hannah Heilmann is presenting the performative installation IT WASN’T LIKE THAT, IT WAS LIKE THIS, along with an in-progress performance concerning gender, entitled The Shower, where the artist convokes men of all ages to take part in a Skype meeting while they take a shower.

French artist Julien Bismuth, who is now undertaking an artist’s residency at Capacete in Rio de Janeiro, will be presenting performance that deals with narrative using both text and images. Bismuth is often interested on communication, and more specific on communication of passionate feelings.

Julia Rodrigues is an independent Brazilian curator who lives in Copenhagen, Denmark. She has curate exhibitions like Facetime (OnStellarRays, New York, 2012), Worng (IMO, Copenhagen, 2011), and MASH UP (Auckland, NZ, 2010), among others. She has contributed essays to international magazines such as GlobAL, EXIT Express, Fotosite, and Art.es.