
Instalação sonora em aço e tinta automotiva
1,7 x 14 x 1,5 m
exposição permanente
Parque Estoril, São Bernardo do Campo, SP, Brasil
papel vegetal e ponta seca
7,5cm x 8cm
Os trabalhos são agrupamentos de papel vegetal, empilhados ou enrolados, com tamanhos particulares ao tipo de investigação proposta, que sofreram sob a ação cortante da ponta seca de um compasso cortes circulares em suas superfícies. Suas modalidades e finalizações dependeram exclusivamente da natureza do sistema adotado; com a repetição sucessiva da rotação do compasso, as paredes laterais do buraco em formação exerceram sobre a ferramenta estreitamento gradual de seu raio de abertura, perpetuado até a impossibilidade de perfuração de uma nova camada, resultante de seu reduzido diâmetro. Ao alcançar este estado os trabalhos eram dados como encerrado.
papel vegetal e luz solar
20 x 900 cm
A obra consiste em 60 pequenos blocos de papel vegetal, 10 x 20 cm, de 24 folhas cada, que possuem em suas superfícies queimaduras resultantes de exposições diárias à luz do sol e o ambiente. Para a execução utilizou-se um suporte fixo, em madeira, em cuja extremidade foi fixada uma lupa, que situada em uma posição determinada focava a luz solar direcionando-a para a área de ação. Este procedimento foi repetido durante dois meses, enquanto a posição da lente e o sol possibilitaram tal registro. A gravação resultante serviu como testemunho gráfico desta passagem temporal. Ocorrendo tanto extensivamente, como intensivamente, já que cada bloco possuía 24 “horas”, que eram queimadas de forma proporcional à temperatura e intensidade da luz naquele horário.
Os blocos foram substituídos diariamente por um período que se estendeu do dia 21 de junho, início do inverno astronômico, a 21 de agosto de 98, período em que o alinhamento e ângulo da lente saíram de posição em relação às coordenadas celestes, implicando num total de 1488 folhas.
Este mesmo procedimento foi repetido no ano de 2004 como projeto integrante da exposição Arquivo Geral, paralela à Bienal de São Paulo, realizada no Jardim Botânico da cidade do Rio de Janeiro. O trabalho foi iniciado em 21 de setembro, primeiro dia de primavera e estendeu-se até o último dia da exposição, 17 de outubro. O desenho resultante foi conseqüentemente batizado de Passagem de Primavera.
Trem elétrico, trilhos, hastes, garrafas, copos e madeira.
Dimensões variáveis
Foto Rafael Cañas
Trens elétricos e seus vagões servem como base para a criação de uma instalação sonora. Garrafas, jarros, copos e outros utensílios que contém líquidos são dispostos ao longo dos trilhos e, pelo impacto de hastes projetadas dos vagões, produzem notas e os sons constituintes de uma composição.
Processo de execução
grafite sobre papel
30cm x 30cm
Dentro das inúmeras arenas de discussão que desenho proporciona, o trabalho baseia-se na investigação de sistemas visuais e suas capacidades de geração de imagens. Questionando os modos tradicionais de formação do desenho de paisagem. Confia a um processo mecânico capaz de perpetuar-se quase que precedendo a manipulação de terceiros, a produção de séries de desenhos em grafite sobre papel, realizados no interior de caixas instaladas em diferentes meios de transporte ou despachadas por transportadoras, do endereço de residência do artista até o local de exposição.
Os desenhos resultantes são os testemunhos gráficos de jornadas que realmente ocorreram. A compressão “sismográfica” sobre a mesma superfície de desenhos de observação de diferentes paisagens, mas que destacam exclusivamente o aspecto processual de alcançá-las, e não elas em si.
tinta sobre papel
130 x 130 cm
Os desenhos foram produzidos com a utilização de carrinhos movidos à pilha, do tipo “bate-e-volta” e canetas esferográficas presas em suas traseiras. Enclausurados num espaço limitado por uma moldura em madeira de 130 x 130 cm, tiveram suas jornadas registradas dentro deste ambiente, enquanto houve tinta no interior das canetas. Uma vez extintas as cargas, os desenhos foram dados por terminados.
O primeiro trabalho contou com três carrinhos. Com esta configuração o desenho resultante apresentou determinado padrão gráfico. A permanência deste padrão foi aferida com o sucessivo aumento em duas unidades ao número de carrinhos para cada novo desenho. Atingido o número de sete carrinhos funcionando simultaneamente no mesmo espaço, o padrão então atingido na primeira investigação desapareceu por completo, já que o número de choques e encontros entre os veículos cresceu drasticamente. Alcançado este estado de desconstrução o projeto foi encerrado.
motor elétrico, sensor de presença, alumínio
Dimensões: variáveis
Projeto para ocupação de uma das galerias do Palácio Gustavo Capanema ? Mec, Rio de Janeiro, durante a exposição Projéteis de Arte Contemporânea 2003.
Uma estrutura de aferição gráfica foi criada utilizando um motor elétrico conectado a um sensor de presença fotossensível. No encaixe rotatório deste motor foi presa uma haste em alumínio, que em sua extremidade, possui uma ponteira em latão perpendicular à parede, capaz de desenhar o arco formado pela trajetória do ciclo do motor. Na presença de um observador o motor é disparado pelo sensor, ao ausentar-se o movimento é interrompido. Diariamente a posição desta ponteira é alterada, gerando um novo desenho a cada dia.
O tamanho da haste do equipamento e os intervalos entre as posições da ponteira é uma razão entre o número de dias da exposição e as dimensões do suporte onde é instalado.
lápis de cor sobre papel
50 x 50 cada
Os desenhos realizados são o acúmulo de camadas do colorido de um único lápis de cor sobre a mesma superfície, gerando para o observador a ilusão de profundidade. Doze é um dos números em que são comercializadas caixas de lápis.
Um lápis de cor novo possui 17,5 cm e consome, para cobrir homogeneamente uma superfície de 50 x 50 cm, o primeiro tamanho regular a ter um desgaste perceptível de pigmento, meio centímetro. Esta medida é descontada do colorido que cobrirá novamente o papel, em sentido oposto, numa camada seguinte. Esta segunda camada terá, portanto, 49,5 x 49,5 cm de papel preenchido. Este procedimento é repetido sucessivamente até o consumo completo do lápis.
ampliação digital em metacrilato
40cm x 60cm cada (tríptico)
A conta mensal de luz fornecida pela prestadora deste serviço no Rio de Janeiro possui um gráfico de consumo. Ele demonstra em KW/h (kilowatts hora) a quantidade de energia utilizada pelo cliente ao longo de 12 meses.
Aproveitando esta estrutura Cadu manipulou o seu consumo de luz, consumindo mais ou menos energia elétrica ao longo dos meses, com intenção de criar conscientemente um arco que gerasse a sensação de perspectiva. O processo iniciou-se em abril de 2004 e terminou em abril de 2005. O irônico e delicado resultado final deste trabalho é a representação prosaica de um enorme esforço que durou um ano.
11 unidades de Etch Sketch
Etch a Sketch é um tradicional brinquedo de desenho criado pela Ohio Art nos anos 50. Serviu de suporte para brincadeiras de gerações. Até hoje é produzido e ainda continua muito popular. Algumas características do objeto sempre me fascinaram; o modo mágico e incompreensível como as linhas surgem pela rotação de seus controles, a dificuldade em executar diagonais ou formas arredondadas, a responsabilidade contida na adição de cada traço, que não pode ser apagado sem comprometer toda a composição, e a quase impossibilidade de produzir áreas cinzas na superfície do vidro por tratar-se de uma ferramenta exclusivamente linear. Afim de empurrar as fronteiras destes limites, onze destes brinquedos foram alinhados e serviram de suporte para a construção de um gráfico em progressão crescente, formando uma paisagem geométrica baseada em uma relação simples de figura e fundo. Ao término do processo de composição desta imagem esperousse que o peça tenha sido investida de significado devido ao caráter efêmero do resultado e
pela enorme quantidade de tempo e energia investidos. Sempre me agradou a possibilidade de idéias de caráter quase ridículo e obsessivo serem acolhidas no âmbito da percepção artística através de determinadas operações. Algo sustentado entre o prosaico e a ambição.
detalhe
Série Mobília
gravura em metal
79 x 53 cm
Toras de guajará, aço carbono, martelos e caixa de redução
300 x 420 x 90 cm
Corte a laser sobre carta de baralho
9,5 x 6 x 5 cm
Carros a pilha, canetas esferográficas vermelhas, pretas, azuis e verdes sobre papel
100 x 212 cm